CdM #21: E se o subsídio fosse para o trem, e não para o diesel?

Encerra-se daqui a pouco o 8º dia da greve, locaute, revolta ou primavera dos caminhoneiros.
Esse negócio está sendo tão louco e tão desfocado que passaremos os próximos meses tentando definir o que aconteceu. Eis aí um bom passatempo durante as horas na fila do posto, com a gasolina mais cara claro, afinal se não existe almoço grátis, imagine então subsídio governamental.

A análise mais aprofundada fica para o pós-greve, que não está com cara de que será amanhã, infelizmente.
Hoje retomo a Coluna do Mercador após aproximadamente 1 ano com uma reportagem me deixou particularmente comovido. Seu título: Abastecida por trem, Bauru não fica sem gasolina e diesel, no Estadão.
O título é auto explicativo e traz reflexão.

Como repito diariamente, precisa inovar quem está em 1º, 2º, 3º lugar; quem está em 30º não precisa inventar, basta escolher um dentre os melhores, aquele que mais agrada, e copiar.
Quem está na sua lista de primeiros colocados? Venezuela, Bolívia, Equador, Turquia? Ou Alemanha, Suíça, Áustria, EUA?
Reflita primeiro. Depois selecione os bons exemplos e faça igual, um pouquinho por dia, todos os dias. Difícil?

Vivemos em uma realidade culturalmente tão pobre, sob uma elite “intelectual” e política tão medíocre, que a discussão de problemas quase matemáticos toma corpo ideológico. É preciso ter sanidade, saber mexer no Excel, e iniciar urgentemente aquilo que deveria ter sido iniciado há mais de um século.
O subsídio do diesel vai custar R$ 9.5 bi em pouco mais que 6 meses. Quanta malha ferroviária poderia ser feita com essa grana, de maneira permanente, com menos carbono sendo jogado na atmosfera, com pouca ou nenhuma indexação ao dólar?
E leitor, poucas coisas definem melhor “queimar dinheiro” do que isso. Coloque esse investimento durante 4 anos, seriam R$ 76 bilhões injetados em infraestrutura, criando uma malha ferroviária que serviria de redundância para a malha rodoviária, podendo levar carga e pessoas. Dinheiro seu, meu, que será queimado.

Então fica a pergunta: E se o subsídio fosse para o trem, e não para o diesel?

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