CdM #18: Reflexões de um ex-eleitor do Aécio

Assim como muitos dentre os que me leem, eu votei no Aécio. E não o fiz por falta de opção, mas porque o via como o mais capacitado a conduzir o Estado diante das dificuldades que estavam encomendadas havia meses, plantadas durante anos.
No entanto diante de fatos não há muito o que argumentar, e para desqualificar um potencial mandatário na seara do voto não preciso de uma sentença judicial.
Meu desconforto não provém da culpa jurídica quem um dia provavelmente Aécio terá, mas sim de ter dado minha porção de poder a um representante que se comporta de maneira leviana.

No Brasil, terra da dissimulação, ter coerência com os valores centrais é correr na contramão. Nesta mesma terra errar implica em humilhação, mas só para pessoas fracas de ideias, o que não é meu caso e nem o seu. Vergonha mesmo é defender o indefensável, é compactuar com algo que às abertas criticamos.
Reitero que o tribunal decidirá quem vai ser preso ou não, mas cada um deve dormir com sua própria consciência, e usar da inteligência que possui para dar mérito — ou voto — a quem merece.
No grampo, o que ouvi já é o suficiente para gerar decepção. Alguém como Aécio, com a postura apresentada, não merece meu voto.
Merece o seu?

Dado o perfil do eleitorado que possui possuía, diferente dos fanáticos religiosos da esquerda que lutam contra raciocínios óbvios, Aécio jogou fora sua vida pública.
Espero que os grupos dos quais participo não saiam em defesa de tais barbaridades, ou façam aquilo que tenho por mais nojento e lamentável nos últimos tempos, que é culpar quem arrisca a vida para trazer luz àquilo que é praticado nas escuras. Todo apoio à Polícia Federal e ao Ministério Público.

Que Aécio pague pelos crimes que cometeu, e depois viva a vida com decência bem longe da política.
Aos demais, que aprendam com o exemplo.
O Brasil não é um país para amadores.

A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras.” – Sergio Moro

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Ainda bem que o processo democrático se permite errar, aprender até acertar. Também estou decepcionado e aprendendo.

Alexandre Carvalho
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Alexandre Carvalho

Muito bom. Gostei. Mas o Professor Walter Bloco discordaria de que é vergonha defender o indefensável… 😉