CdM #3 : Macri presidente, Argentina liberal

Scioli à esqueda, Macri à direita. A posição na foto ilustra a posição na política.

Scioli à esqueda, Macri à direita. A posição na foto ilustra a posição na política.

É oficial, impressionante e muitíssimo bom o que acaba de acontecer: o liberal Macri venceu as eleições na Argentina!

Com isso é varrido o império Kirchner, representado pelo “moderado” candidato da posição, Daniel Scioli; lembre que Scioli foi vice-presidente no mandato Néstor Kirchner. Parabéns aos hermanos, que deram o exemplo. Daqui a (no máximo) 3 anos será a nossa vez de jogar fora o populismo que tão mal fez ao nosso continente.
Vou resumir para você que não acompanhou e/ou não conhece a situação política da Argentina:

  1. Cristina Kirchner, até então presidente da Argentina, é a Dilma dos hermanos.
  2. Scioli é seu candidato, que apesar de mais moderado e capaz, ainda assim é representante da Cristina Kirchner.
  3. No início ninguém acreditava sequer em segundo turno. Erraram.
  4. O liberal Mauricio Macri, oposição, passa a ser visto como favorito.
  5. Pesquisas boca de urna dão vitória a Macri, mas faltava a confirmação do fato.
  6. Macri vence.

Ao Macri desejo boa sorte, pois terá que desmontar um século de aparelhamento estatal. Tenho certeza que ele terá a ajuda de muitos para isso, dentro e fora da Argentina.
Também não gastarei muito latim argumentando sobre sua pessoa, ou o quanto sua vitória representa uma boa notícia para a Argentina e para a América Latina. Deixarei alguns recortes abaixo para que você mesmo conclua como quiser. Mas antes, permita-se um play na canção abaixo para embalar a continuação da sua leitura.

Hoje a América Latina dorme mais liberal. Ainda bem.

Macri e Scioli – Semelhanças e diferenças [1]

macri_eua

“Patria ou Macri. Scioli presidente”. Dá para ver que nem por lá esses bordões funcionam mais.

Tema: Relações exteriores

Scioli – Em tese, é o candidato que chegaria para fortalecer o Mercosul e consolidar a Unasul. Tem o apoio de líderes como Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, o uruguaio Tabaré Vázquez, o boliviano Evo Morales, a chilena Michelle Bachelet, o cubano Raúl Castro e o equatoriano Rafael Correa.
Macri — Não é necessariamente anti-Mercosul. Talvez até ajude a fortalecê-lo, com um projeto mais pragmático e menos alinhado a teses que evitam, por exemplo, a aproximação com a União Europeia. Quer “descongelar” relações com EUA e Europa, incluindo a Grã-Bretanha. Se opõe à existência de presos políticos na Venezuela.

Tema: Câmbio

Scioli – Sugere a liberação progressiva da banda cambial, na medida em que se recupere o nível das reservas do Banco Central, atualmente em raquíticos US$ 26 bilhões. Fala em reduzir a inflação anual a um dígito.
Macri – Vai eliminar a banda cambial, o que levaria à desvalorização mais intensa do peso, mesmo que negue. Deve abrir mais a economia. Defende a liberação das importações e a eliminação das retenções sobre as exportações agrícolas, o que deve aproximá-lo do Brasil.

Tema: Programas sociais e de austeridade

Scioli – Entraria no governo comprometido sobretudo a conservar os programas sociais e os subsídios do kirchnerismo. Está alinhado à presidente e aos seus apoiadores ao falar em reconhecer as empresas estatais e até endossar o reajuste automático das aposentadorias.
Macri — Tem defendido a importância de medidas como o programa de auxílio às famílias. Também saiu em defesa de empresas estatizadas, como a YPF e a Aerolíneas Argentinas. Mas reduzirá o gasto público. Na sua mira, estão os subsídios aos serviços de água, gás e luz.

 Bônus

Clique aqui para ver os melhores memes da vitória de Macri. A zoeira também fala espanhol.

macri matematicamente eleito

Clarín indicando Macri matematicamente eleito

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